8 de setembro de 2014

The art of thinking twice

Como sabemos que já é "a" altura?

A altura de uma despedida.
A altura de irmos ao médico.
A altura de nos mostrarmos mais sérios.
E a altura de nos mostrarmos impacientes.

Às vezes pergunto-me como se definem esses tempos. Esses cronômetros mentais que nos assombram a paciência. Essas difusões de coisas que para nada servem.

Existem coisas no mundo que não servem para nada. E quase me sinto ignorantemente aliviada por saber disso. 

A arte de pensar duas vezes é ainda por mim desformulada em palavreados básicos e superficiais. Essa superficialidade que se define pela tremenda insegurança que se tem em se ser alguém diferente. Alguém que foge as regras do senso-comum como um rabo foge a uma seringa. 

Nunca fui de regras. Já atravessei uma autoestrada a correr. Já fui várias vezes apanhada sem bilhete no comboio. Já atravessei no sinal vermelho para os peões. Raramente fiz o que me era aconselhado. Destinado, até, por vezes.
Nunca fui de regras. Básicas ou não. Regras sempre foram para mim coisas inventadas por quem tem um jeito maravilhosamente sádico de ser.

Antes, ultrapassar a linha era só um ritmo da adolescência rebelde.
Hoje é uma troca de almas lavadas que nada sabem nem saberão.

Isso, aprendi com o tempo uma coisa que me deixou mais sábia. Isso, foi isso que aprendi.

Que quanto mais sabemos, mais ignorantes somos.

Andamos por aí, tudo bem. Tudo bem que ninguém saiba para onde vai ou se lembre de onde vem. Tudo bem. Tudo bem. A única importância é que todos saibamos que vamos, mas vamos sós.

11 de julho de 2014

Coisas engraçadas!

Depois de um dia em que 3 sacos de roupa foram colocados à porta de casa, 2 sacos de lixo foram deitados fora, 3h de costura foram feitas em roupas desutilizadas há meses, foi uma bela coincidência ter recebido este e-mail:



:)

10 de julho de 2014

Coisas que mudam

Eu era daquelas pessoas como cão que não larga osso. Daquelas pessoas que não desiste, achava que a zona de exaustão era onde se encontrava as soluções dos problemas, a paz dos desencontros.

Hoje quando entro nesse estado de angústia já não grito, já não berro, já não vou atrás infinitivamente.

Hoje em dia só fumo um cigarro e oiço a Lykke Li cantando "Possibility".

Em 5 minutos e 20 segundos passa.

27 de junho de 2014

Primeira Lua: Uma saída ou uma entrada?

Um fim ou um começo?

Marcar no calendário a abertura deste espaço novo marca em mim, obrigatoriamente, uma nova Era.
Ter me decidido por um novo espaço faz-me pensar que tudo em mim quer mudar. Até o meu diário quer mudar. Mudar a côr, a forma, o tipo de letra, a côr do fundo.

Hoje vi um episódio de uma série idiota e, quando na cena final derramei uma lágrima, percebi que não estava bem. - Acho que era assim que o meu primeiro post deveria ter começado.

Era uma cena até bonita. Dois bancos virados para uma beira de praia. Uma loira sentada num deles pensando que o Amor era algo que não existia, pensando que era mentira um par que fosse ambos duradouro e verdadeiro. E então ela olhou para o lado e, no outro banco, estava um casal de velhinhos, brincando e rindo verdadeiramente alto. E ela fez aquele olhar, aquele olhar que transparece nada mais que esperança.

Tenho duvidado do mesmo que essa personagem loira. E lembrei-me no meio da série que houve outro momento da minha vida, diferente do de agora, em que acreditei. Em que nada daquilo me parecia doloroso ou que, mesmo sendo doloroso, valesse apena.

Eu já acreditei. E sempre fui dessas que não parava de acreditar nunca.

Talvez tenha sido este País a tornar-me diferente. Talvez tenham sido os 25 anos. Talvez tenham sido as pessoas que conheci. Ou o sonho que tive a meio da tarde no outro dia.

Talvez tenha sido só um sonho. Mas...eu não quero ser assim. Entre ontem e hoje, entre a semana passada e esta semana, entre o mês passado e este mês, entre o ano passado e este ano...entre o meu País e este País...no meio deles os dois, desse caminho demasiado longo que percorri, percebi que não quero mais seguir este rumo louco.

E talvez a loucura seja deixá-lo a meio. Talvez isso seja mais louco que percorrê-lo até ao seu fim infinito.

O que sinto não são saudades do tempo que passou ou das pessoas do outro lado do Oceano. O que sinto são saudades da Lua Cheia que tinha dentro de mim. Sempre sempre sempre cheia.

O que sinto é que essa Lua hoje é Nova demais para o que ainda sei que sou. O que sinto é que não quero sentir. Nem isto, nem mais nada.

Não aqui.
Não assim.