27 de junho de 2014

Primeira Lua: Uma saída ou uma entrada?

Um fim ou um começo?

Marcar no calendário a abertura deste espaço novo marca em mim, obrigatoriamente, uma nova Era.
Ter me decidido por um novo espaço faz-me pensar que tudo em mim quer mudar. Até o meu diário quer mudar. Mudar a côr, a forma, o tipo de letra, a côr do fundo.

Hoje vi um episódio de uma série idiota e, quando na cena final derramei uma lágrima, percebi que não estava bem. - Acho que era assim que o meu primeiro post deveria ter começado.

Era uma cena até bonita. Dois bancos virados para uma beira de praia. Uma loira sentada num deles pensando que o Amor era algo que não existia, pensando que era mentira um par que fosse ambos duradouro e verdadeiro. E então ela olhou para o lado e, no outro banco, estava um casal de velhinhos, brincando e rindo verdadeiramente alto. E ela fez aquele olhar, aquele olhar que transparece nada mais que esperança.

Tenho duvidado do mesmo que essa personagem loira. E lembrei-me no meio da série que houve outro momento da minha vida, diferente do de agora, em que acreditei. Em que nada daquilo me parecia doloroso ou que, mesmo sendo doloroso, valesse apena.

Eu já acreditei. E sempre fui dessas que não parava de acreditar nunca.

Talvez tenha sido este País a tornar-me diferente. Talvez tenham sido os 25 anos. Talvez tenham sido as pessoas que conheci. Ou o sonho que tive a meio da tarde no outro dia.

Talvez tenha sido só um sonho. Mas...eu não quero ser assim. Entre ontem e hoje, entre a semana passada e esta semana, entre o mês passado e este mês, entre o ano passado e este ano...entre o meu País e este País...no meio deles os dois, desse caminho demasiado longo que percorri, percebi que não quero mais seguir este rumo louco.

E talvez a loucura seja deixá-lo a meio. Talvez isso seja mais louco que percorrê-lo até ao seu fim infinito.

O que sinto não são saudades do tempo que passou ou das pessoas do outro lado do Oceano. O que sinto são saudades da Lua Cheia que tinha dentro de mim. Sempre sempre sempre cheia.

O que sinto é que essa Lua hoje é Nova demais para o que ainda sei que sou. O que sinto é que não quero sentir. Nem isto, nem mais nada.

Não aqui.
Não assim.